Estou a alguns dias de sair de férias. Depois de um bom tempo, vou tirar 3 semanas de férias (necessárias).
Os contatos do consultório estão aí e minha secretária poderá ajudar se alguém precisar de mim nesse período. O resto daequipe também ficará trabalhando, ou seja, atendimentos de urgência nos hospitais seguem cobertos pela equipe!
Mas 3 semanas passam rapidinho!
Quem sou eu
- Debora Poli
- MÉDICA GASTROENTEROLOGISTA : CONSULTÓRIO: Av. Vereador José Diniz, 3.300 conj 403 Bairro Campo Belo - São Paulo - SP - Telefones/Fax: 11-5561-6644 / 5096-6484 / 5531-3581
terça-feira, 22 de março de 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Constipação - publicação na revista Vida Natural & Equilíbrio
Só agora vi uma publicação da revista Vida Natural & Equilíbrio em que dei uma entrevista sobre constipação.
A matéria ficou interessante.
http://revistavidanatural.uol.com.br/saude-alimentos/38/artigo176140-1.asp
A matéria ficou interessante.
http://revistavidanatural.uol.com.br/saude-alimentos/38/artigo176140-1.asp
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Maria Fumaça e Não se Fume
Campanhas de saúde pública também podem ser criativas e inteligentes!
Uma bela prova disso é a campanha "Não se Fume", da Sociedade de Pneumologia do RS com a Rádio Pop Rock.
Confiram no site a reprodução de "Maria-Fumaça", veiculada na rádio, e o vídeo de "Estava a Velha em Seu Lugar..." - muito bons!!!
http://www.sptrs.org.br/index.php?option=content&task=view&id=136
Uma bela prova disso é a campanha "Não se Fume", da Sociedade de Pneumologia do RS com a Rádio Pop Rock.
Confiram no site a reprodução de "Maria-Fumaça", veiculada na rádio, e o vídeo de "Estava a Velha em Seu Lugar..." - muito bons!!!
http://www.sptrs.org.br/index.php?option=content&task=view&id=136
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Combate ao Refluxo - por Drauzio Varella
Combate ao refluxo
Drauzio Varella 23 de setembro de 2010 às 17:17h
Entre os sintomas mais frequentes estão a azia e dores no tórax. Para prevenir, mude a alimentação e também outros hábitos
Adefinição é nebulosa: “Condição que se desenvolve quando o refluxo do conteúdo gástrico causa sintomas e/ou outras complicações”.
Os sintomas e condições associadas à doença do refluxo podem ser classificados em dois grupos:
1. Síndromes esofágicas
Os sintomas mais comuns são: azia, regurgitação, dor à deglutição e dores no tórax. Salivação excessiva e náuseas são menos frequentes.
Há quatro condições associadas: esofagite de refluxo com erosão e necrose da mucosa de revestimento logo acima da junção com o estômago; estreitamento esofágico causado pela inflamação; esôfago de Barrett caracterizado por alterações nas células da porção terminal do órgão; e adenocarcinoma.
2. Síndromes extraesofágicas
Tosse crônica e laringite acompanhada de rouquidão e pigarro persistente, geralmente associada ao uso excessivo da voz, a irritantes ambientais e ao cigarro.
Asma (como um cofator nos casos de difícil controle das crises).
Erosão do esmalte dos dentes causada pelo conteúdo gástrico ao refluir até a boca.
Paradoxalmente, cerca de dois terços das pessoas que se queixam de refluxo, não apresentam nenhuma esofagite à endoscopia.
Por essa razão, quando os sintomas são típicos e a resposta ao tratamento é rápida não há necessidade de realizar endoscopias nem outros exames. No entanto, a maioria dos médicos opta pelo exame endoscópico para afastar as possibilidades de estreitamento esofágico, câncer ou esôfago de Barrett, condição que predispõe à malignização.
Em casos selecionados, exames mais complexos permitem avaliar a motilidade gástrica, quantificar a exposição do esôfago ao ácido e relacionar os sintomas com a periodicidade dos refluxos.
O tratamento envolve:
1. Dieta alimentar
Evitar frutas cítricas, tomates, cebolas, bebidas gasosas ou com cafeína, comidas apimentadas, gordurosas ou fritas, chocolate, café e chá.
2. Mudanças no estilo de vida
Parar de fumar.
Se houver sobrepeso ou obesidade, emagrecer.
Reduzir o consumo de álcool (especialmente vinho tinto à noite).
Evitar refeições copiosas, e só ir para a cama duas ou três horas depois da alimentação. Não deitar depois das refeições.
Nos casos em que os refluxos acontecem à noite, elevar a cabeceira da cama. Não usar roupas nem cintos apertados.
3. Medicamentos
Reduzir a acidez do suco gástrico melhora os sintomas e facilita a regeneração dos tecidos lesados pela inflamação.
Existem dois grupos de medicamentos usados com essa finalidade: os inibidores da bomba de prótons (omeprazol, pantoprazol, lanzoprazol, esomeprazol e outros) e os antagonistas do receptor H2 (cimetidina, ranitidina, famotidina e outros).
Os estudos mostram que os inibidores da bomba de prótons são mais eficazes tanto na cura das esofagites quanto no controle dos sintomas.
A duração do tratamento é extremamente variável. Como os sintomas tendem a se tornar crônicos, o uso prolongado é indicado em parte significante dos casos. Um estudo documentou boa eficácia e segurança dos inibidores da bomba de prótons por períodos de até 11 anos.
Os riscos potenciais do uso prolongado são: má absorção de nutrientes, pequenos aumentos do número de fraturas ósseas depois dos 50 anos de idade (má absorção de cálcio) e de gastroenterites.
Antiácidos podem ser úteis nas crises de azia que surgem apesar da medicação.
4. Cirurgia
A cirurgia clássica (fundoplicação de Nissen) é feita por laparoscopia. Nela, a parte alta do estômago é suturada ao redor da porção distal do esôfago com o objetivo de criar uma barreira antirrefluxo.
Depois de um período eufórico nos anos 90, as indicações cirúrgicas se tornaram mais restritas porque a eficácia é maior na cura da esofagite do que no controle dos sintomas. Avaliados depois de dez anos, cerca de 60% dos operados voltam a tomar medicação.
Drauzio Varella 23 de setembro de 2010 às 17:17h
Entre os sintomas mais frequentes estão a azia e dores no tórax. Para prevenir, mude a alimentação e também outros hábitos
Adefinição é nebulosa: “Condição que se desenvolve quando o refluxo do conteúdo gástrico causa sintomas e/ou outras complicações”.
Os sintomas e condições associadas à doença do refluxo podem ser classificados em dois grupos:
1. Síndromes esofágicas
Os sintomas mais comuns são: azia, regurgitação, dor à deglutição e dores no tórax. Salivação excessiva e náuseas são menos frequentes.
Há quatro condições associadas: esofagite de refluxo com erosão e necrose da mucosa de revestimento logo acima da junção com o estômago; estreitamento esofágico causado pela inflamação; esôfago de Barrett caracterizado por alterações nas células da porção terminal do órgão; e adenocarcinoma.
2. Síndromes extraesofágicas
Tosse crônica e laringite acompanhada de rouquidão e pigarro persistente, geralmente associada ao uso excessivo da voz, a irritantes ambientais e ao cigarro.
Asma (como um cofator nos casos de difícil controle das crises).
Erosão do esmalte dos dentes causada pelo conteúdo gástrico ao refluir até a boca.
Paradoxalmente, cerca de dois terços das pessoas que se queixam de refluxo, não apresentam nenhuma esofagite à endoscopia.
Por essa razão, quando os sintomas são típicos e a resposta ao tratamento é rápida não há necessidade de realizar endoscopias nem outros exames. No entanto, a maioria dos médicos opta pelo exame endoscópico para afastar as possibilidades de estreitamento esofágico, câncer ou esôfago de Barrett, condição que predispõe à malignização.
Em casos selecionados, exames mais complexos permitem avaliar a motilidade gástrica, quantificar a exposição do esôfago ao ácido e relacionar os sintomas com a periodicidade dos refluxos.
O tratamento envolve:
1. Dieta alimentar
Evitar frutas cítricas, tomates, cebolas, bebidas gasosas ou com cafeína, comidas apimentadas, gordurosas ou fritas, chocolate, café e chá.
2. Mudanças no estilo de vida
Parar de fumar.
Se houver sobrepeso ou obesidade, emagrecer.
Reduzir o consumo de álcool (especialmente vinho tinto à noite).
Evitar refeições copiosas, e só ir para a cama duas ou três horas depois da alimentação. Não deitar depois das refeições.
Nos casos em que os refluxos acontecem à noite, elevar a cabeceira da cama. Não usar roupas nem cintos apertados.
3. Medicamentos
Reduzir a acidez do suco gástrico melhora os sintomas e facilita a regeneração dos tecidos lesados pela inflamação.
Existem dois grupos de medicamentos usados com essa finalidade: os inibidores da bomba de prótons (omeprazol, pantoprazol, lanzoprazol, esomeprazol e outros) e os antagonistas do receptor H2 (cimetidina, ranitidina, famotidina e outros).
Os estudos mostram que os inibidores da bomba de prótons são mais eficazes tanto na cura das esofagites quanto no controle dos sintomas.
A duração do tratamento é extremamente variável. Como os sintomas tendem a se tornar crônicos, o uso prolongado é indicado em parte significante dos casos. Um estudo documentou boa eficácia e segurança dos inibidores da bomba de prótons por períodos de até 11 anos.
Os riscos potenciais do uso prolongado são: má absorção de nutrientes, pequenos aumentos do número de fraturas ósseas depois dos 50 anos de idade (má absorção de cálcio) e de gastroenterites.
Antiácidos podem ser úteis nas crises de azia que surgem apesar da medicação.
4. Cirurgia
A cirurgia clássica (fundoplicação de Nissen) é feita por laparoscopia. Nela, a parte alta do estômago é suturada ao redor da porção distal do esôfago com o objetivo de criar uma barreira antirrefluxo.
Depois de um período eufórico nos anos 90, as indicações cirúrgicas se tornaram mais restritas porque a eficácia é maior na cura da esofagite do que no controle dos sintomas. Avaliados depois de dez anos, cerca de 60% dos operados voltam a tomar medicação.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Intolerância à lactose e alergia ao leite de vaca - Entrevista
Algumas definições antes de começar a responder as perguntas.
Lactose é um carboidrato. É um dissacarídeo presente unicamente no leite de mamíferos que precisa ser hidrolisado (digerido) pela lactase. A lactose não é absorvida pelo nosso organismo, somente após ser hidrolisada ("quebrada") em glicose e galactose - esses monossacarídeos é que são absorvidos pelo intestino para caírem na corrente sanguínea.
A lactase é uma enzima produzida no próprio intestino.
Logo após o nascimento, o intestino do ser humano (no bebê) produz uma quantidade muito grande de lactase e assim conseguimos quando somos recém-nascidos sobreviver apenas com o leite. Com o passar dos anos, o nosso organismo vai produzindo menos lactase e assim passamos a digerir menos o leite.
O leite também contém proteínas, como lactalbumina, caseína, lactoferrina.
- O que é intolerância a lactose?
Intolerância à lactose é a dificuldade de digestão desse carboidrato chamado lactose que está presente no leite.
É comum ao longo da vida as pessoas passarem a ter mais dificuldade na digestão da lactose, pois a enzima que digere a lactose, produzida no intestino, normalmente se reduz ao longo dos anos e assim as pessoas passam a não digerir competamente a lactose.
Algumas pessoas, com o passar do tempo, param quase que totalmente de produzir lactase, e aí a lactose não é digerida. É quando chamamos de intolerância à lactose, porque, essa lactose não digerida fica dentro do intestino e por diversos mecanismos passa a causar problemas, como por exemplo, por osmose, puxando água para dentro do intestino e provocando diarréia, ou sendo fermentada pelas bactérias do cólon e produzindo muitos gases.
Esses são os principais sintomas de intolerância a lactose: diarréia, sensação de má digestão, estufamento, gases. Pode-se ter ainda nauseas e vômitos.
Existe a deficiência congênita de lactase, ou seja, um recém nascido que já desde o nascimento não produz lactase e não tem capacidade de digerir o leite. Essa é uma condição extremamente rara e causa déficit de crescimento e diarréia na infância logo ao primeiro contato com leite.
- O que é alergia Apvl?
Acho que o correto é APLV - alergia às proteínas do leite de vaca.
É uma situação totalmente diferente da intolerância à lactose.
A alergia às proteinas do leite de vaca é uma alergia, ou seja, reação inesperada do organismo ao entrar em contato com essa substância (proteína). É uma resposta inflamatória às proteínas do leite de vaca.
É muito mais comum em crianças do que em adultos.
- Qual a diferença entre elas?
A intolerância a lactose é uma dificuldade em digerir um carboidrato, e que na maioria das pessoas é normal ocorrer ao longo da vida. É doença que acontece em adultos e mais raramente em crianças.
A alergia é uma reação inesperada as proteínas do leite de vaca. O contato com a proteína do leite de vaca gera uma inflamação e reações de alergia (alterações de pele como vermelhidão, coceira, rinite, asma) e pode provocar alterações intestinais mais graves. É doença que acontece em crianças.
- Como identificar intolerância a lactose e a alergia Apvl?
Pela clínica.
A intolerância a lactose provoca em geral sintomas de gases, sensação de má digestão, diarréia ou fezes mais amolecidas, nauseas e vômitos.
A alergia às proteinas do leite de vaca provoca diarréia mais importante, que pode ser inclusive com sangue, e sintomas de alergia (alterações de pele como vermelhidão e descamação, coceira, rinite, asma).
Existem ainda alguns testes para pesquisar essas doenças.
Para a intelerância a lactose, existem:
teste no sangue (dosagem de glicose após sobrecarga ia oral com 50g de lactose)
teste respiratório (medidas dos níveis respiratórios de hidrogênio após sobrecarga via oral de 50g de lactose)
teste genético (no sangue)
Para a alergia às proteínas do leite de vaca existem os testes de alergia como “prick teste” e RAST
- Qual é o melhor tratamento?
O tratamento é a exclusão do leite da dieta.
No caso da intolerância a lactose, deve-se evitar os produtos derivados do leite que contenham lactose, como o leite em si, iogurtes, sorvetes, e até mesmo queijos. Deve-se cuidar com alimentos que contém leite de forma menos evidente, como alguns tipos de pães, panquecas, produtos industrializados prontos para servir (como molhos prontos para salada, sopas em pó etc)
Pode-se utilizar leites com baixo teor de lactose e ainda usar a enzima lactase que existe em comprimidos.
No caso da alergia, deve-se excluir o leite de vaca e também evitar o consumo de produtos derivados de leite que contenham proteínas. Essa exclusão deve ser feita por pelo menos 6 meses.
Com relação à alergia as proteínas do leite de vaca deve-se ainda ressaltar que a melhor prevenção é o aleitamento materno.
- A que sintomas a mãe deve estar atenta para que seja detectado o mais cedo possível?
Diarréia, irritabilidade, deficiência de crescimento.
- Quais são os perigos se a doença não for identificada a tempo?
Qual das doenças?
A alergia às proteínas do leite de vaca é uma situação mais perigosa, pois afeta crianças pequenas e pode comprometer o desenvolvimento da criança.
No caso da intolerância àlactose, o quadro é mais tranquilo pois ocorre mais frquentemente em adultos e não gera tantas complicações como a alergia.
- A alergia é hereditária?
Parece haver uma predisposição hereditária, mas a presença da alergia depende de uma interação complexa entre fatores genéticos e ambientais.
Lactose é um carboidrato. É um dissacarídeo presente unicamente no leite de mamíferos que precisa ser hidrolisado (digerido) pela lactase. A lactose não é absorvida pelo nosso organismo, somente após ser hidrolisada ("quebrada") em glicose e galactose - esses monossacarídeos é que são absorvidos pelo intestino para caírem na corrente sanguínea.
A lactase é uma enzima produzida no próprio intestino.
Logo após o nascimento, o intestino do ser humano (no bebê) produz uma quantidade muito grande de lactase e assim conseguimos quando somos recém-nascidos sobreviver apenas com o leite. Com o passar dos anos, o nosso organismo vai produzindo menos lactase e assim passamos a digerir menos o leite.
O leite também contém proteínas, como lactalbumina, caseína, lactoferrina.
- O que é intolerância a lactose?
Intolerância à lactose é a dificuldade de digestão desse carboidrato chamado lactose que está presente no leite.
É comum ao longo da vida as pessoas passarem a ter mais dificuldade na digestão da lactose, pois a enzima que digere a lactose, produzida no intestino, normalmente se reduz ao longo dos anos e assim as pessoas passam a não digerir competamente a lactose.
Algumas pessoas, com o passar do tempo, param quase que totalmente de produzir lactase, e aí a lactose não é digerida. É quando chamamos de intolerância à lactose, porque, essa lactose não digerida fica dentro do intestino e por diversos mecanismos passa a causar problemas, como por exemplo, por osmose, puxando água para dentro do intestino e provocando diarréia, ou sendo fermentada pelas bactérias do cólon e produzindo muitos gases.
Esses são os principais sintomas de intolerância a lactose: diarréia, sensação de má digestão, estufamento, gases. Pode-se ter ainda nauseas e vômitos.
Existe a deficiência congênita de lactase, ou seja, um recém nascido que já desde o nascimento não produz lactase e não tem capacidade de digerir o leite. Essa é uma condição extremamente rara e causa déficit de crescimento e diarréia na infância logo ao primeiro contato com leite.
- O que é alergia Apvl?
Acho que o correto é APLV - alergia às proteínas do leite de vaca.
É uma situação totalmente diferente da intolerância à lactose.
A alergia às proteinas do leite de vaca é uma alergia, ou seja, reação inesperada do organismo ao entrar em contato com essa substância (proteína). É uma resposta inflamatória às proteínas do leite de vaca.
É muito mais comum em crianças do que em adultos.
- Qual a diferença entre elas?
A intolerância a lactose é uma dificuldade em digerir um carboidrato, e que na maioria das pessoas é normal ocorrer ao longo da vida. É doença que acontece em adultos e mais raramente em crianças.
A alergia é uma reação inesperada as proteínas do leite de vaca. O contato com a proteína do leite de vaca gera uma inflamação e reações de alergia (alterações de pele como vermelhidão, coceira, rinite, asma) e pode provocar alterações intestinais mais graves. É doença que acontece em crianças.
- Como identificar intolerância a lactose e a alergia Apvl?
Pela clínica.
A intolerância a lactose provoca em geral sintomas de gases, sensação de má digestão, diarréia ou fezes mais amolecidas, nauseas e vômitos.
A alergia às proteinas do leite de vaca provoca diarréia mais importante, que pode ser inclusive com sangue, e sintomas de alergia (alterações de pele como vermelhidão e descamação, coceira, rinite, asma).
Existem ainda alguns testes para pesquisar essas doenças.
Para a intelerância a lactose, existem:
teste no sangue (dosagem de glicose após sobrecarga ia oral com 50g de lactose)
teste respiratório (medidas dos níveis respiratórios de hidrogênio após sobrecarga via oral de 50g de lactose)
teste genético (no sangue)
Para a alergia às proteínas do leite de vaca existem os testes de alergia como “prick teste” e RAST
- Qual é o melhor tratamento?
O tratamento é a exclusão do leite da dieta.
No caso da intolerância a lactose, deve-se evitar os produtos derivados do leite que contenham lactose, como o leite em si, iogurtes, sorvetes, e até mesmo queijos. Deve-se cuidar com alimentos que contém leite de forma menos evidente, como alguns tipos de pães, panquecas, produtos industrializados prontos para servir (como molhos prontos para salada, sopas em pó etc)
Pode-se utilizar leites com baixo teor de lactose e ainda usar a enzima lactase que existe em comprimidos.
No caso da alergia, deve-se excluir o leite de vaca e também evitar o consumo de produtos derivados de leite que contenham proteínas. Essa exclusão deve ser feita por pelo menos 6 meses.
Com relação à alergia as proteínas do leite de vaca deve-se ainda ressaltar que a melhor prevenção é o aleitamento materno.
- A que sintomas a mãe deve estar atenta para que seja detectado o mais cedo possível?
Diarréia, irritabilidade, deficiência de crescimento.
- Quais são os perigos se a doença não for identificada a tempo?
Qual das doenças?
A alergia às proteínas do leite de vaca é uma situação mais perigosa, pois afeta crianças pequenas e pode comprometer o desenvolvimento da criança.
No caso da intolerância àlactose, o quadro é mais tranquilo pois ocorre mais frquentemente em adultos e não gera tantas complicações como a alergia.
- A alergia é hereditária?
Parece haver uma predisposição hereditária, mas a presença da alergia depende de uma interação complexa entre fatores genéticos e ambientais.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Novo post...
Data da última publicação 25/02/10. Difícil manter um blog atualizado. Admiro quem consegue fazer isso diariamente.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
2010
Só agora me dei conta que ainda não tinha escrito nada nesse blog esse ano...!
Mas vamos considerar que o ano só comneçou há 1 semana, depois do carnaval... hehehe
Estou novamente empenhada em terminar o artigo do mestrado. Ainda falta ânimo, um trabalho de tanto tempo, já estou de saco cheio, mas não posso abandonar, afinal deu um baita trabalho prá muita gente!
Bom trabalho a todos!
Bom 2010! Ano do meu casamento!
Mas vamos considerar que o ano só comneçou há 1 semana, depois do carnaval... hehehe
Estou novamente empenhada em terminar o artigo do mestrado. Ainda falta ânimo, um trabalho de tanto tempo, já estou de saco cheio, mas não posso abandonar, afinal deu um baita trabalho prá muita gente!
Bom trabalho a todos!
Bom 2010! Ano do meu casamento!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Sexta-feira 13
A sexta-feira 13 passou tranquila, nada ruim aconteceu! Acho que 13 é meu número da sorte! Será que eu acredito nisso? HAHAHAHA
Acho que o fim de semana será ótimo!
Bom fim de semana prá todos!
Acho que o fim de semana será ótimo!
Bom fim de semana prá todos!
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Simpósio de Doença Inflamatória Intestinal
Foi interessante o simpósio. Sem grandes novidades, mas sempre é bom assistir aulas de passoas de outros países. Incrível como os caras preparam aulas ótimas!
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Vacina para HIV - notícia da BBC
http://news.bbc.co.uk/2/hi/health/8315002.stm
Interessante que exista tanta preocupação com a vacina para HIV mas que na verdade é uma doença prevenível com medidas básicas de higiene e segurança com materiais contaminantes... De qualquer forma, é uma notícia animadora!
Interessante que exista tanta preocupação com a vacina para HIV mas que na verdade é uma doença prevenível com medidas básicas de higiene e segurança com materiais contaminantes... De qualquer forma, é uma notícia animadora!
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Câmara hiperbárica
Estou iniciando um texto sobre utilização de câmera hiperbárica, pensando em um protocolo de pesquisa. Segue o início do texto.
Oxigênio hiperbárico
O2 hiperbárico tem sido utilizado cada vez mais frequentemente para tratamento de diversas condições médicas.
Tratamento com O2 hiperbárico foi pela primeira vez documentado em 1662 quando Henshaw construiu a primeira câmara hiperbárica ou “domicilium”. Desde essa época, relatos de efeitos benéficos do aumento da pressão aumentaram, e em 1877, as câmaras eram usadas para muitas condições, apesar de pouco conhecimento científico. E, 1927, Cunningham descreveu a melhora em problemas circulatórios no nível do mar e seu deterioramento em altitudes. Drager foi o primeiro a explorar o uso de O2 pressurizado (inicialmente se utilizava apenas ar comprimido). Pesquisas conduzidas pelos militares norteamericanos após a Segunda Guerra Mundial trouxeram grande conhecimento sobre pressões suportáveis. Como resultado, no início dos anos 60 passou a ser usada para potencializar efeitos da radioterapia, prolongar parada circulatória durante cirurgias e para tratar infecções anaeróbias.
O2 hiperbárico é definido como um tratamento em que um paciente respira intermitantemente 100% de oxigênio enquanto a câmara é pressurizada a uma pressão maior que o nível do mar (1 atmosfera absoluta). O aumento da pressão deve ser sistêmico e pode ser aplicado em monoplace (uma única pessoa) ou em]m câmera de múltiplo lugares. As câmaras múltimplas são pressurixadas Comar e o oxigênio é fornecido por máscara ou tubo endotraqueal, enquanto as câmaras únicas são pressurizadas com oxigênio.Os efeitos da O2 hiperbárico são baseados nas leis dos gases e nos efeitos fisiológicos e bioquímicos da hiperoxia. A Lei de Boyle determina que em uma temperatura constante, a pressão e o volume de um gás são inversamente proporcionais. A Lei de Dalton determina que em uma mistura de gases cada elemento exerce uma pressão proporcional a sua fração no volume total (pressão parcial). A Lei de Henry determina que a quantidade de gás dissolvida em um líquido ou tecido é proporcional a pressão parcial desse gás em contato com o líquido ou tecido. Essa é a base para o aumento da tensão de oxigênio tissular com o tratamento com O2 hiperbárico. A mior parte de oxigênio sanguíneo está ligada a hemoglobina, que é saturada em 97% na pressão atmosférica. Algum oxigênio é transportato em solução e essa porção aumenta com aumento da pressão, conforme a Lei de Henry, maximizando a oxigenação tissular. Quando respirando em ar normobarico, a tensão arterial de oxigênio é aproximadamente 100mmHg e a tensão tissular de oxigênio aproximadamente 55mmHg. Entretanto, oxigênio a 100% em 3 ATA pode aumentar a tensão arterial de oxigênio para 1000mmHg e a tensão tissular de oxigênio para 500mmHg, permitindo uma entrega de 60ml de oxigênio por litro de sangue (comparado a 3ml/L na pressão atmosférica), o que é suficiente para dar suporte a tecidos em repouso sem a contribuição da hemoglobina. Como o oxigênio está numa solução, ele pode alcançar áreas fisicamente obstruídas onde as células vermelhas não conseguem passar, e pode também permitir oxigenação de tecidos mesmo com carreamento de hemoglobina prejudicado, como em intoxicação pó monóxido de carbono e anemia severa.
Oxigênio hiperbárico
O2 hiperbárico tem sido utilizado cada vez mais frequentemente para tratamento de diversas condições médicas.
Tratamento com O2 hiperbárico foi pela primeira vez documentado em 1662 quando Henshaw construiu a primeira câmara hiperbárica ou “domicilium”. Desde essa época, relatos de efeitos benéficos do aumento da pressão aumentaram, e em 1877, as câmaras eram usadas para muitas condições, apesar de pouco conhecimento científico. E, 1927, Cunningham descreveu a melhora em problemas circulatórios no nível do mar e seu deterioramento em altitudes. Drager foi o primeiro a explorar o uso de O2 pressurizado (inicialmente se utilizava apenas ar comprimido). Pesquisas conduzidas pelos militares norteamericanos após a Segunda Guerra Mundial trouxeram grande conhecimento sobre pressões suportáveis. Como resultado, no início dos anos 60 passou a ser usada para potencializar efeitos da radioterapia, prolongar parada circulatória durante cirurgias e para tratar infecções anaeróbias.
O2 hiperbárico é definido como um tratamento em que um paciente respira intermitantemente 100% de oxigênio enquanto a câmara é pressurizada a uma pressão maior que o nível do mar (1 atmosfera absoluta). O aumento da pressão deve ser sistêmico e pode ser aplicado em monoplace (uma única pessoa) ou em]m câmera de múltiplo lugares. As câmaras múltimplas são pressurixadas Comar e o oxigênio é fornecido por máscara ou tubo endotraqueal, enquanto as câmaras únicas são pressurizadas com oxigênio.Os efeitos da O2 hiperbárico são baseados nas leis dos gases e nos efeitos fisiológicos e bioquímicos da hiperoxia. A Lei de Boyle determina que em uma temperatura constante, a pressão e o volume de um gás são inversamente proporcionais. A Lei de Dalton determina que em uma mistura de gases cada elemento exerce uma pressão proporcional a sua fração no volume total (pressão parcial). A Lei de Henry determina que a quantidade de gás dissolvida em um líquido ou tecido é proporcional a pressão parcial desse gás em contato com o líquido ou tecido. Essa é a base para o aumento da tensão de oxigênio tissular com o tratamento com O2 hiperbárico. A mior parte de oxigênio sanguíneo está ligada a hemoglobina, que é saturada em 97% na pressão atmosférica. Algum oxigênio é transportato em solução e essa porção aumenta com aumento da pressão, conforme a Lei de Henry, maximizando a oxigenação tissular. Quando respirando em ar normobarico, a tensão arterial de oxigênio é aproximadamente 100mmHg e a tensão tissular de oxigênio aproximadamente 55mmHg. Entretanto, oxigênio a 100% em 3 ATA pode aumentar a tensão arterial de oxigênio para 1000mmHg e a tensão tissular de oxigênio para 500mmHg, permitindo uma entrega de 60ml de oxigênio por litro de sangue (comparado a 3ml/L na pressão atmosférica), o que é suficiente para dar suporte a tecidos em repouso sem a contribuição da hemoglobina. Como o oxigênio está numa solução, ele pode alcançar áreas fisicamente obstruídas onde as células vermelhas não conseguem passar, e pode também permitir oxigenação de tecidos mesmo com carreamento de hemoglobina prejudicado, como em intoxicação pó monóxido de carbono e anemia severa.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Busy
Ando muito ocupada ultimamente, mas o que realmente está dificultando a postagem de novos textos aqui é o computador de casa que está cheio demais e dificulta qualquer trabalho.
Por enquanto, deixo só o comunicado que estou fazendo endoscopia e colonoscopia na Clínica Dr. Flavio Queiroz (fone 011-55750845) às terças-feiras pela manhã.
Por enquanto, deixo só o comunicado que estou fazendo endoscopia e colonoscopia na Clínica Dr. Flavio Queiroz (fone 011-55750845) às terças-feiras pela manhã.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Para gestantes
Acabei de descobrir o blog de uma amiga jornalista, Tanise Dvoskin, que é especial para mamães de primeira viagem: Nave Mãe (www.zerohora.com/navemae). Muito bacana, vale a pena conferir. E vou tentar escrever alguma coisa sobre gravidez aqui.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Gastroenterologia
Espaço para incluir artigos sobre gastroenterologia em geral.
Vou começar por um texto que na verdade é uma compilação de informações dirigidas para o público leigo sobre síndrome do intestino irritável.
Débora Poli
Síndrome do intestino irritável
Cerca de 50% dos pacientes que procuram atendimento gastroenterológico sofrem de problemas funcionais, ou seja, não apresentam lesão orgânica no aparelho digestivo demonstrável pelos métodos de investigação atuais. Entre as doenças funcionais, a síndrome do intestino irritável (SII) é a mais freqüente.
A síndrome do intestino irritável é um distúrbio intestinal funcional comum caracterizada por desconforto abdominal recorrente e função intestinal anormal. O desconforto freqüentemente se inicia após a alimentação e desaparece após a evacuação. Os sintomas podem incluir cólicas, náuseas, distensão abdominal, gases, constipação, diarréia e uma sensação de evacuação incompleta. Pode estar associada a graus variados de depressão ou ansiedade.
Entre os que procuram atendimento médico, a maioria são mulheres, geralmente no final da adolescência ou antes dos 30 anos.
Recentemente, numa reunião internacional em Roma, estabeleceu-se um consenso para o diagnóstico da SII, conhecido como Critérios de Roma III. São eles:
Presença de dor ou desconforto abdominal que ocorra:
Com freqüência de três ou mais dias por mês, nos últimos três meses
Presente há pelo menos seis meses
Acompanhada de pelo menos duas das seguintes características:
• Alívio com defecação e/ou
• Associado à mudança na freqüência defecatória e/ou
• Associado à mudança na forma (aparência) das fezes
Desconforto significa uma sensação incômoda, não descrita como dor.
Vários sinais e sintomas foram apontados como elementos de reforço ao diagnóstico da SII:
a. esforço excessivo durante a defecação;
b. urgência para defecar;
c. sensação de evacuação incompleta;
d. eliminação de muco durante a evacuação;
e. sensação de plenitude ou distensão abdominal.
Os pacientes com SII com predomínio de diarréia apresentam mais de três evacuações/dia, fezes líquidas e/ou pastosas e necessidade urgente de defecar. Já os com SII com predomínio de obstipação (ou constipação) evacuam menos de três vezes/semana, as fezes são duras e fragmentadas (fezes em “cíbalos” ou “caprinas”), e realizam esforço excessivo para evacuar (evacuações laboriosas). A dor abdominal tem localização, característica e intensidade variáveis. O mais comum é localizar-se no abdômen inferior, principalmente no lado esquerdo. Pode ser em cólica ou constante, com ou sem irradiação para as costas e o tórax. Caracteristicamente, a dor piora após as refeições, alivia com eliminação de gases e fezes e, dificilmente, faz com que o paciente acorde à noite.
No passado, a síndrome do intestino irritável era atribuída apenas a alterações emocionais. Hoje se sabe que o intestino tem enervação própria e hormônios que regulam sua capacidade de excretar. Como se desenvolve?
A causa da Síndrome do Intestino Irritável (SII) não é bem conhecida e, portanto, não se sabe como, a partir de um certo momento, uma pessoa passa a apresentar os sintomas.
Acredita-se que alterações nos movimentos que propagam o alimento desde a boca até o ânus (motilidade intestinal) e nos estímulos elétricos, responsáveis por esse movimento intestinal, estejam envolvidos.
Já se observou, também, que indivíduos com Síndrome do Intestino Irritável, têm um limiar menor para dor proveniente da distensão intestinal, ou seja, menores volumes de gás ou fezes dentro do intestino são capazes de gerar uma sensação, interpretada pelos pacientes como dor, enquanto que indivíduos sem a síndrome provavelmente não seriam perturbados por estímulos semelhantes.
Alterações psicológicas como depressão e ansiedade são mais freqüentes em pacientes com Síndrome do Intestino Irritável que procuram atendimento médico. É possível que essas pessoas percebam e reajam de maneira mais intensa a estímulos menores.
Aspectos psicológicos
Dos pacientes com SII, 85% dizem que os sintomas coincidiram ou foram precedidos por problemas psicológicos como conflitos emocionais, grandes tensões, morte de parente etc.
Também é comum que problemas emocionais exacerbem os sintomas. Os pacientes demonstram, amiúde, sinais de ansiedade e depressão; são “poliqueixosos” e hipocondríacos; muitos já passaram por vários especialistas, pois seus sintomas não melhoram ou, principalmente, por acharem que são portadores de câncer.
Sintomas dispépticos
A maioria dos pacientes com SII comenta sobre distensão abdominal, eructações (arrotos) e flatulência freqüentes e abundantes. São sintomas inespecíficos e são atribuídos ao excesso de gás intestinal. Entretanto, estudos quantitativos do volume gasoso intestinal em pacientes com SII revelam que a maior parte deles tem volumes normais de gás. Porém, mínimas distensões intestinais provocadas geram sintomas nesses pacientes, sugerindo uma diminuição do limiar de tolerância à distensão.
Como o médico faz o diagnóstico?
O diagnóstico é feito com base nos sintomas apresentados pelo paciente. Para que se possa firmar o diagnóstico não deve haver alterações ao exame clínico ou em exames laboratoriais.
Geralmente, o médico solicita exames gerais de sangue e de fezes capazes de detectar as parasitoses mais freqüentes.
Esses exames não têm a intenção de confirmar o diagnóstico de Síndrome do Intestino Irritável, e sim, de afastar outras causas de sintomas semelhantes, já que não há exame capaz de comprovar o diagnóstico de SII.
Em indivíduos com início dos sintomas após os 40 anos e naqueles com história familiar de câncer de cólon, uma avaliação através de colonoscopia, ou, menos freqüentemente, de Enema Opaco com Duplo Contraste, é indicada para afastar essa possibilidade.
A presença de febre, sangramento, anemia, perda de peso, sintomas durante a noite e diarréia de grande volume e freqüência não são características da Síndrome do Intestino Irritável e devem desencadear a investigação de outra causa.
Como se trata?
Uma dieta rica em fibras costuma ser útil em pacientes com queixa de constipação, e o melhor trânsito intestinal pode ajudar pacientes cuja queixa é flatulência excessiva.
Certos alimentos são mal tolerados pelos pacientes com SII. A confecção de um diário alimentar correlacionando sintomas com os alimentos ingeridos previamente pode ser capaz de detectar alimentos desencadeantes.
Alguns vegetais como feijão, repolho, couve-flor, cebola crua, uva e ameixa são causadores de dor ou distensão em certos pacientes. Vinho, cerveja e alimentos ou bebidas com cafeína (café, chá, etc) também podem ser mal tolerados. Produtos que contém sorbitol, como o chiclete e as balas sem açúcar devem ser evitados. Algumas pessoas têm uma tolerância diminuída ao leite e derivados o que pode desencadear a diarréia. Para essas pessoas a diminuição da ingestão desses alimentos pode melhorar os sintomas.
O uso de bebidas gaseificadas pode levar gás aos intestinos e causar dor abdominal. Comer ou beber rapidamente, mascar chicletes, fumar, inspirar ar pela boca quando nervoso pode levar a algumas pessoas a engolir grandes quantidades de ar, os gases também podem ser produzidos por certos alimentos como feijões, cebolas, brócolis, repolho, uva e ameixa. Comer mais lentamente ou minimizar os alimentos formadores de gases pode ser útil.
Retardos desnecessários da defecação deveriam ser evitados. Porque quanto mais tempo as fezes permanecerem no intestino, mais fluídos podem ser absorvidos, dificultando ainda mais a evacuação. O uso de certos laxantes pode perpetuar a constipação porque o intestino pode se tornar dependente deles. Pessoas com a síndrome não deveriam tomar laxantes fortes.
Se fontes modificáveis de estresse podem ser descobertas, resolvê-las pode ajudar. Exercícios regulares também podem ajudar a normalizar a função intestinal.
A grande maioria dos pacientes melhora com a compreensão de sua doença e com alterações alimentares. Casos em que algum sintoma é especialmente incômodo, medicamentos sintomáticos dirigidos diretamente para tratar a diarréia, constipação ou dor abdominal podem ser usados.
Em alguns casos, o uso de medicação antidepressiva é benéfico.
Deve-se ter grande cautela ao usar medicamentos sobre os quais há muita propaganda, porém que não tenham sua real validade e, principalmente, segurança, bem estabelecidos.
Deve-se evitar o uso de laxantes e tranqüilizantes, pois causam dependência com certa facilidade.
Terapias como relaxamento, psicoterapia e exercícios físicos podem ajudar no controle dos sintomas.
Apoio psicológico
Pacientes com SII são geralmente ansiosos, tensos, deprimidos e às vezes repletos de “fobias”. Um bom relacionamento médico-paciente é fundamental para o êxito do tratamento. É importante que o diagnóstico seja explicado, tanto o caráter funcional e recorrente da doença quanto sua não evolução para o câncer. O ponto central da abordagem psicológica é fazer com que o paciente reconheça a sua disfunção, os fatores que a desencadeiam, e aprenda a lidar com eles. Raramente o psiquiatra precisa ser consultado, mas o encaminhamento a ele não deve ser retardado nos casos indicados.
Como se previne?
Como o conhecimento das causas e mecanismos da doença ainda são pouco conhecidos, não se sabem formas de prevenção.
A busca de atendimento médico para esclarecimento do quadro e manejo de sintomas específicos, evita que a doença cause maiores conseqüências na vida dos pacientes.
A Síndrome do Intestino Irritável deve ser lembrada como uma doença:
crônica e recorrente,
sem prevenção ou tratamento específico,
com características altamente benignas,
sem risco aumentado de evoluir para qualquer doença mais grave, e que,
geralmente, permite que seus portadores mantenham inalteradas sua
qualidade de vida e produtividade.
Referências bibliográficas
Thompson WG, Longstreth GF, Drossman DA, Heaton KW, Irvine EJ, Muller-Lissner SA. Functional bowel disorders and functional abdominal pain. Gut 1999;45(Suppl II):43-7.
De Schryver AMP, Samsom M. New developments in the treatment of irritable bowel syndrome. Scand J Gastroenterol 2000;35(Suppl 232):38-42.
Mayer EA. The neurobiology of stress and gastrointestinal disease. Gut 2000;47:861-9.
Camilleri M, Coulie B. Visceral hypersensitivity: facts, speculations, and challenges. Gut 2001;48:125-31.
Van Ginkel R, Voskuijl WP, Benninga MA, Taminiau JAJM, Boeckxstaens GE. Alterations in rectal sensitivity and motility in childhood irritable bowel syndrome. Gastroenterology 2001;120:31-8.
Milla pj. Irritable bowel syndrome in childhood. Gastroenterology 2001;120:287-90.
Silverman DHS, Munakata JA, Ennes H, Mandelkern MA, Hoh CK, Mayer EA. Regional cerebral activity in normal and pathological perception of visceral pain. Gastroenterology 1997;112:64-72.
Jones J, Boorman J, Cann P, Forbes A, Gomborone J, Heaton k, et al. British Society of Gastroenterology guidelines for management of the irritable bowel syndrome. Gut 2000;47(Suppl II):1-19.
Camilleri m. Novel medications for the irritable bowel syndrome. J Pediatr Gastroenterol Nutr 2001;32:S35-7.
Akehurst R, Kaltenthaler e. Treatment of irritable bowel syndrome: a review of randomised controlled trials. Gut 2001;48:272-82.
Vou começar por um texto que na verdade é uma compilação de informações dirigidas para o público leigo sobre síndrome do intestino irritável.
Débora Poli
Síndrome do intestino irritável
Cerca de 50% dos pacientes que procuram atendimento gastroenterológico sofrem de problemas funcionais, ou seja, não apresentam lesão orgânica no aparelho digestivo demonstrável pelos métodos de investigação atuais. Entre as doenças funcionais, a síndrome do intestino irritável (SII) é a mais freqüente.
A síndrome do intestino irritável é um distúrbio intestinal funcional comum caracterizada por desconforto abdominal recorrente e função intestinal anormal. O desconforto freqüentemente se inicia após a alimentação e desaparece após a evacuação. Os sintomas podem incluir cólicas, náuseas, distensão abdominal, gases, constipação, diarréia e uma sensação de evacuação incompleta. Pode estar associada a graus variados de depressão ou ansiedade.
Entre os que procuram atendimento médico, a maioria são mulheres, geralmente no final da adolescência ou antes dos 30 anos.
Recentemente, numa reunião internacional em Roma, estabeleceu-se um consenso para o diagnóstico da SII, conhecido como Critérios de Roma III. São eles:
Presença de dor ou desconforto abdominal que ocorra:
Com freqüência de três ou mais dias por mês, nos últimos três meses
Presente há pelo menos seis meses
Acompanhada de pelo menos duas das seguintes características:
• Alívio com defecação e/ou
• Associado à mudança na freqüência defecatória e/ou
• Associado à mudança na forma (aparência) das fezes
Desconforto significa uma sensação incômoda, não descrita como dor.
Vários sinais e sintomas foram apontados como elementos de reforço ao diagnóstico da SII:
a. esforço excessivo durante a defecação;
b. urgência para defecar;
c. sensação de evacuação incompleta;
d. eliminação de muco durante a evacuação;
e. sensação de plenitude ou distensão abdominal.
Os pacientes com SII com predomínio de diarréia apresentam mais de três evacuações/dia, fezes líquidas e/ou pastosas e necessidade urgente de defecar. Já os com SII com predomínio de obstipação (ou constipação) evacuam menos de três vezes/semana, as fezes são duras e fragmentadas (fezes em “cíbalos” ou “caprinas”), e realizam esforço excessivo para evacuar (evacuações laboriosas). A dor abdominal tem localização, característica e intensidade variáveis. O mais comum é localizar-se no abdômen inferior, principalmente no lado esquerdo. Pode ser em cólica ou constante, com ou sem irradiação para as costas e o tórax. Caracteristicamente, a dor piora após as refeições, alivia com eliminação de gases e fezes e, dificilmente, faz com que o paciente acorde à noite.
No passado, a síndrome do intestino irritável era atribuída apenas a alterações emocionais. Hoje se sabe que o intestino tem enervação própria e hormônios que regulam sua capacidade de excretar. Como se desenvolve?
A causa da Síndrome do Intestino Irritável (SII) não é bem conhecida e, portanto, não se sabe como, a partir de um certo momento, uma pessoa passa a apresentar os sintomas.
Acredita-se que alterações nos movimentos que propagam o alimento desde a boca até o ânus (motilidade intestinal) e nos estímulos elétricos, responsáveis por esse movimento intestinal, estejam envolvidos.
Já se observou, também, que indivíduos com Síndrome do Intestino Irritável, têm um limiar menor para dor proveniente da distensão intestinal, ou seja, menores volumes de gás ou fezes dentro do intestino são capazes de gerar uma sensação, interpretada pelos pacientes como dor, enquanto que indivíduos sem a síndrome provavelmente não seriam perturbados por estímulos semelhantes.
Alterações psicológicas como depressão e ansiedade são mais freqüentes em pacientes com Síndrome do Intestino Irritável que procuram atendimento médico. É possível que essas pessoas percebam e reajam de maneira mais intensa a estímulos menores.
Aspectos psicológicos
Dos pacientes com SII, 85% dizem que os sintomas coincidiram ou foram precedidos por problemas psicológicos como conflitos emocionais, grandes tensões, morte de parente etc.
Também é comum que problemas emocionais exacerbem os sintomas. Os pacientes demonstram, amiúde, sinais de ansiedade e depressão; são “poliqueixosos” e hipocondríacos; muitos já passaram por vários especialistas, pois seus sintomas não melhoram ou, principalmente, por acharem que são portadores de câncer.
Sintomas dispépticos
A maioria dos pacientes com SII comenta sobre distensão abdominal, eructações (arrotos) e flatulência freqüentes e abundantes. São sintomas inespecíficos e são atribuídos ao excesso de gás intestinal. Entretanto, estudos quantitativos do volume gasoso intestinal em pacientes com SII revelam que a maior parte deles tem volumes normais de gás. Porém, mínimas distensões intestinais provocadas geram sintomas nesses pacientes, sugerindo uma diminuição do limiar de tolerância à distensão.
Como o médico faz o diagnóstico?
O diagnóstico é feito com base nos sintomas apresentados pelo paciente. Para que se possa firmar o diagnóstico não deve haver alterações ao exame clínico ou em exames laboratoriais.
Geralmente, o médico solicita exames gerais de sangue e de fezes capazes de detectar as parasitoses mais freqüentes.
Esses exames não têm a intenção de confirmar o diagnóstico de Síndrome do Intestino Irritável, e sim, de afastar outras causas de sintomas semelhantes, já que não há exame capaz de comprovar o diagnóstico de SII.
Em indivíduos com início dos sintomas após os 40 anos e naqueles com história familiar de câncer de cólon, uma avaliação através de colonoscopia, ou, menos freqüentemente, de Enema Opaco com Duplo Contraste, é indicada para afastar essa possibilidade.
A presença de febre, sangramento, anemia, perda de peso, sintomas durante a noite e diarréia de grande volume e freqüência não são características da Síndrome do Intestino Irritável e devem desencadear a investigação de outra causa.
Como se trata?
Uma dieta rica em fibras costuma ser útil em pacientes com queixa de constipação, e o melhor trânsito intestinal pode ajudar pacientes cuja queixa é flatulência excessiva.
Certos alimentos são mal tolerados pelos pacientes com SII. A confecção de um diário alimentar correlacionando sintomas com os alimentos ingeridos previamente pode ser capaz de detectar alimentos desencadeantes.
Alguns vegetais como feijão, repolho, couve-flor, cebola crua, uva e ameixa são causadores de dor ou distensão em certos pacientes. Vinho, cerveja e alimentos ou bebidas com cafeína (café, chá, etc) também podem ser mal tolerados. Produtos que contém sorbitol, como o chiclete e as balas sem açúcar devem ser evitados. Algumas pessoas têm uma tolerância diminuída ao leite e derivados o que pode desencadear a diarréia. Para essas pessoas a diminuição da ingestão desses alimentos pode melhorar os sintomas.
O uso de bebidas gaseificadas pode levar gás aos intestinos e causar dor abdominal. Comer ou beber rapidamente, mascar chicletes, fumar, inspirar ar pela boca quando nervoso pode levar a algumas pessoas a engolir grandes quantidades de ar, os gases também podem ser produzidos por certos alimentos como feijões, cebolas, brócolis, repolho, uva e ameixa. Comer mais lentamente ou minimizar os alimentos formadores de gases pode ser útil.
Retardos desnecessários da defecação deveriam ser evitados. Porque quanto mais tempo as fezes permanecerem no intestino, mais fluídos podem ser absorvidos, dificultando ainda mais a evacuação. O uso de certos laxantes pode perpetuar a constipação porque o intestino pode se tornar dependente deles. Pessoas com a síndrome não deveriam tomar laxantes fortes.
Se fontes modificáveis de estresse podem ser descobertas, resolvê-las pode ajudar. Exercícios regulares também podem ajudar a normalizar a função intestinal.
A grande maioria dos pacientes melhora com a compreensão de sua doença e com alterações alimentares. Casos em que algum sintoma é especialmente incômodo, medicamentos sintomáticos dirigidos diretamente para tratar a diarréia, constipação ou dor abdominal podem ser usados.
Em alguns casos, o uso de medicação antidepressiva é benéfico.
Deve-se ter grande cautela ao usar medicamentos sobre os quais há muita propaganda, porém que não tenham sua real validade e, principalmente, segurança, bem estabelecidos.
Deve-se evitar o uso de laxantes e tranqüilizantes, pois causam dependência com certa facilidade.
Terapias como relaxamento, psicoterapia e exercícios físicos podem ajudar no controle dos sintomas.
Apoio psicológico
Pacientes com SII são geralmente ansiosos, tensos, deprimidos e às vezes repletos de “fobias”. Um bom relacionamento médico-paciente é fundamental para o êxito do tratamento. É importante que o diagnóstico seja explicado, tanto o caráter funcional e recorrente da doença quanto sua não evolução para o câncer. O ponto central da abordagem psicológica é fazer com que o paciente reconheça a sua disfunção, os fatores que a desencadeiam, e aprenda a lidar com eles. Raramente o psiquiatra precisa ser consultado, mas o encaminhamento a ele não deve ser retardado nos casos indicados.
Como se previne?
Como o conhecimento das causas e mecanismos da doença ainda são pouco conhecidos, não se sabem formas de prevenção.
A busca de atendimento médico para esclarecimento do quadro e manejo de sintomas específicos, evita que a doença cause maiores conseqüências na vida dos pacientes.
A Síndrome do Intestino Irritável deve ser lembrada como uma doença:
crônica e recorrente,
sem prevenção ou tratamento específico,
com características altamente benignas,
sem risco aumentado de evoluir para qualquer doença mais grave, e que,
geralmente, permite que seus portadores mantenham inalteradas sua
qualidade de vida e produtividade.
Referências bibliográficas
Thompson WG, Longstreth GF, Drossman DA, Heaton KW, Irvine EJ, Muller-Lissner SA. Functional bowel disorders and functional abdominal pain. Gut 1999;45(Suppl II):43-7.
De Schryver AMP, Samsom M. New developments in the treatment of irritable bowel syndrome. Scand J Gastroenterol 2000;35(Suppl 232):38-42.
Mayer EA. The neurobiology of stress and gastrointestinal disease. Gut 2000;47:861-9.
Camilleri M, Coulie B. Visceral hypersensitivity: facts, speculations, and challenges. Gut 2001;48:125-31.
Van Ginkel R, Voskuijl WP, Benninga MA, Taminiau JAJM, Boeckxstaens GE. Alterations in rectal sensitivity and motility in childhood irritable bowel syndrome. Gastroenterology 2001;120:31-8.
Milla pj. Irritable bowel syndrome in childhood. Gastroenterology 2001;120:287-90.
Silverman DHS, Munakata JA, Ennes H, Mandelkern MA, Hoh CK, Mayer EA. Regional cerebral activity in normal and pathological perception of visceral pain. Gastroenterology 1997;112:64-72.
Jones J, Boorman J, Cann P, Forbes A, Gomborone J, Heaton k, et al. British Society of Gastroenterology guidelines for management of the irritable bowel syndrome. Gut 2000;47(Suppl II):1-19.
Camilleri m. Novel medications for the irritable bowel syndrome. J Pediatr Gastroenterol Nutr 2001;32:S35-7.
Akehurst R, Kaltenthaler e. Treatment of irritable bowel syndrome: a review of randomised controlled trials. Gut 2001;48:272-82.
terça-feira, 15 de julho de 2008
Primeiro blog
Primeira vez na criação de um blog. O objetivo é manter um site principalmente com assuntos de trabalho, vou começando por aqui...
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